Escrevo em ti e para ti pela última vez. Deixo em ti todos os devaneios, alucinações e invenções da minha mente. Escrever hoje é muito mais para mim do que era quando "nasceste". Guardarei para mim e só para mim algo que me é tão especial. Tornar público aquilo que é tão pessoal não resulta muitas das vezes. Eu não sei escrever sem ser detalhada em relação a mim. Mesmo nos muitos textos que aqui estão que são fictícios, mesmo naqueles em que fechei os olhos, criei um cenário, personagens e me deixei levar, mesmo nesses, sou eu. Sou sempre eu quando escrevo ainda que não seja. É impossível abstrair-me totalmente de quem sou para escrever por outro alguém. Há sempre resquícios de mim. Sempre. Guardá-los-ei para mim. Mas deixar-te-ei por aqui. E venho-te visitar de vez em quando para matar as saudades. Vou continuar a reinventar-me com palavras, prometo.
Reinventei-me com palavras
Quando encontrar a descrição certa para este blog, os nazis vão ser considerados, pelos judeus, heróis mundiais.
17/05/2015
12/04/2015
17/03/2015
xvii. travar
Tenta nunca abusar do travão. Às vezes fazer o que te dá na gana é melhor do que quereres parecer bem na fotografia. Faz uma careta, daquelas feias, se for preciso. A vida não é uma auto-estrada muito menos uma estrada nacional para teres de seguir as regras do código da estrada. Travar é preciso, assim como acelerar. Mas - aí vem o ponto fundamental desta minha divagação - não somos carros. Nem outro tipo de transporte. Somos pessoas. Feitas de carne e osso. Que não vêm com airbag nem pneu suplente. Vamos tendo uns acidentes de percurso, mas havemos de continuar. Lembra-te sempre disso. Nem 8 nem 80. Às vezes é mesmo melhor 800.
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