16/03/2015

xvi. sótão

Mata-me saber de ti aos poucos. Sabes perfeitamente que preciso de ti a 100, quiçá a 200 %. Nunca me contarei com metades de ti, mesmo quando sei que nem as metades mereço. Gostava que me lesses. Pergunto-me se pensas tantas vezes em mim como eu tenho pensado em ti. Pergunto-me se tens fingido tantos sorrisos como eu. Espero que não. Mereces um sorriso verdadeiro. Pelo menos uma de nós que o tenha. Não quero ser memória de sótão antigo. Não quero que um dia os teus netos vasculhem o teu sótão e encontrem uma foto nossa e perguntem quem eu sou. Quero que eles me conheçam. Quero ter-te perto como sempre. És-me mundo. 

15/03/2015

xv. rubricar

Pequena confissão: não sei rubricar o meu nome, já tentei, em tempos, ter uma rubrica, mas, como nunca terei de dar autógrafos, desisti. 

14/03/2015

xiv. violeta

Porquê "sonhos cor-de-rosa" e não "sonhos outra-cor-qualquer"? Que mal tem o preto, o azul ou o violeta? Porquê "sonhos cor-de-rosa" e não "sonhos arco-íris"? Já nos chegam as limitações do dia-a-dia, ainda vamos criar limitações para os sonhos?