12/10/2013

Paradoxo consensual

Serei eu mais do que aquilo que vocês vêem? Com certeza que sou. Aliás, eu sou mais feita do que o que olhos não vêem, para ser sincera. No fundo, eu tenho uma complexidade bem simples dentro de mim. Eu gosto de ser quem sou, mas não nego que ser outro ser mesmo sendo eu me soa apetecível. Inspiro-me em quem já cá não está. Tenho sede de nada ser, porque ser implica algo que nunca soube ser. Provavelmente, não estarei a fazer sentido algum, no entanto, esporadicamente, digo algo acertado e a coisa compõem-se. Sou um aglomerado de personalidades que de pessoas não parecem muito ser. Agradeço-te a ti, Pessoa - permite-me que te trate por tu - por me teres mostrado a beleza dos paradoxos como outrora nunca vi. Se  eu pudesse, ressuscitava-te.

7 comentários:

  1. Sem dúvida, que ele é um grande exemplo do que é ser outro ser, tão real e irreal ao mesmo tempo. Admito que não gostei de ter que o estudar, de ser obrigada a isso. Mas lê-lo, com vontade, dá outro gosto.

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  2. São os mais importantes e os que nos fortalecem.
    Gostei muito de passar por aqui ;)

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  3. adoroo! e realmente, Pessoa fazia-nos pensar assim como tu fizeste neste texto!
    e concordo: "Eu gosto de ser quem sou, mas não nego que ser outro ser mesmo sendo eu me soa apetecível."
    r: está tudo bem.. e se não está, no fim ficará (:

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  4. sou igual, por isso não aches que é mau. isto é tudo eu.
    e sim, infelizmente começo a achar que sim.

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  5. Adorei inexplicavelmente este blog! Cada palavra aqui fez-me pensar. Muito bem! :) segui-te.

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