Deixei-me dominar pela exaustão e caí. Caí sem tenção de me voltar a levantar tal era o meu desalento. Nunca tive medo das quedas, porque sempre soube que elas faziam parte do meu percurso e que força para me reerguer era algo nada escasso quando falávamos de mim. Daquela vez eu senti a diferença na queda. Nem senti dor. Não, não doeu. Caí para expulsar a dor. Estar de pé é que doía. Ser-se forte não é fácil. Nunca apreciei facilitismos, é um facto, mas também nunca disse que os rejeitaria sempre. Aliás, eu nem gosto de falar em “sempre”. Assumo o “nunca” como uma certeza, não que ache que devamos crer cem por cento em algo, mas também, não falemos do que eu acho, porque coerência também nunca foi o meu forte. Aliás, o meu forte mesmo é a contradição. Contradigo-me de tal maneira que comecei o texto sem tenção de me voltar a levantar, e agora, subitamente, apetece-me renascer. Não das cinzas, mas do corpo sem força. Não pelos outros, mas por mim. E que as mazelas da queda não se vão, que fiquem, que fiquem bem presentes, para os momentos felizes terem um sabor mais doce, a sangue, mas mais doce.
FOGO. É isso que tenho para te dizer. E "fogo" chega-te para perceber o que está por trás do tal "fogo" que foi o meu comentário certo?
ResponderEliminar"Caí para expulsar a dor. Estar de pé é que doía. Ser-se forte não é fácil. Nunca apreciei facilitismos, é um facto, mas também nunca disse que os rejeitaria sempre. Aliás, eu nem gosto de falar em “sempre”." é isso...
ResponderEliminarcomo sempre adorei,
ResponderEliminarr: obrigada, se tiveres facebook procura : CláuFernandes|Photografia, é o meu cantinho da fotografia :)
muito obrigada doce, é tão bom ler isso
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