As suas vidas tinham-se tornado em coisas inesperadas.
Nada mais estava no lugar. Um ciclone, acompanhado por um terramoto,
devastou tudo o que para eles era verdade. Os sentimentos estavam deslocados um
palmo e os lugares de ambos na cama, bem mais do que isso.
Não se amavam como deviam; havia, apenas, uma cumplicidade enorme. O
amor que tinham, depois da tempestade, moveu-se para longe.
A única coisa que os reconfortava, para além de gelados seguidos de
chocolates e do uísque era um pedaço de conversa que tiveram, bem antes de se
amarem.
-A vida é feita de encontros… - dizia ela.
-… e de desencontros! – terminava, ele, friamente a frase.
É óbvio que nem isto, nem o excesso de álcool e doces resolviam o
problema, apenas amenizavam.
Porém, esqueciam-se de outras lições bem importantes que também tinham
aprendido e, como tal, esqueceram-se que problemas amenizados não deixam de ser
problemas. Por causa disto, surgiram tumultos entre eles e revoluções dentro
deles.
O amor deslocado caiu em desuso.
A cumplicidade natural entre eles passou a ser algo estranho e fora do
lugar.
Eles deixaram de ser o pouco que ainda eram.
Todos os dias eram como vidros que apenas esperavam que uma pedrada
chegasse para os partir e, para fortuna de ambos, a pedrada chegou.
Partiram.
Partiram ambos em direcções opostas.
Mas, como nem tudo é ruim, não voltaram a ver-se.
Aliás, desencontravam-se;
desencontravam-se todos
os dias na rua e gostavam.
Gostei, como sempre :)
ResponderEliminarObrigado Inês!
EliminarHá momentos em que desencontrar-nos de alguém é o melhor que nos poderia acontecer.
ResponderEliminarSim é! Acho que por vezes é isso que nos faz bem, desencontrar-nos.
EliminarEste comentário foi removido pelo autor.
EliminarObrigada pelas tuas palavras, simplesmente transpiro a minha alma através dos dedos...
ResponderEliminarQuanto a ti, inspirada como és, sabe que desencontros são, por vezes, o melhor que possuímos na vida. Lembranças agridoces de uma vida calejada.
que nunca te desencontres da escrita, Ricardo, que nunca percas este teu dom.
ResponderEliminarPor vezes, também é bom desencontrar-me com ela. Vê-la do lado de fora para conseguir melhorar, tentar novas coisas.
Eliminarmas, nesse sentido que falas, não quero desencontrar-me, nunca!
obrigada querida :)
ResponderEliminaradorei este texto!
Obrigado Gabi!
EliminarEspero que continues a gostar!
vai fazer amor
ResponderEliminarGostei bastante.
ResponderEliminarO desapego é difícil, às vezes é melhor deixar-se desencontrar.
Uma boa semana e estou te seguindo.
É verdade, por vezes é difícil, mas por vezes é o melhor e obriga-nos a seguir em frente o que é muito bom!
EliminarObrigado pelo comentário!
Muito obrigada! E que bonitas as coisas por aqui!
ResponderEliminarComo tens andado? :)
ResponderEliminarPara não te desencontrares da vida
Mantem bem aceso esse teu sorriso
Nele encontrarás sempre guarida
E também força, quando é preciso!
A vida é feita de encontros e desencontros! Mas se o amor jorrar em força do coração, fará sempre toda diferença!
Sorrisos podem ser de tudo; podem ser coisas luminosas, podem ser demónios puros e duros.
EliminarHá que saber encontrar força em todos eles.
Encontros e desencontros geram sorrisos, por vezes lágrimas, mas nunca indiferença.
Confesso que encontros são bons, como para todos, mas desencontros são igualmente óptimos e precisos na mesma medida.
Obrigado pelo comentário!
R: Eu ficaria mal era se descobrisse que teria uma morte horrível xD
ResponderEliminarConcordo contigo! Foi uma loucura que me fez mesmo bem :)
---
É impossível dizer que não adoro isto, até porque iria estar a mentir!