26/05/2014

Reinventei-me sem palavras

Sinto-me um ser incompleto. Toda eu repleta de falhas e solavancos, de «vai e não vai», de «devia ter feito». Digo-me decidida e perco-me por entre os meus raciocínios mais elaborados e não sei o que fazer. Estou em constante mutação. É arrepiante a forma como eu mesma me sinto gradualmente e involuntariamente a modificar atitudes. Sou estranha. É bom sê-lo, na maior parte dos dias. Também gosto de mim, na maior parte dos dias. Mas odeio-me agora. Agora como quem diz enquanto escrevo e as palavras não fluem. Tenho medo de que a minha constante mutação passe por esquecer como se escreve. Sinto todos os pensamentos a convergirem na única saída que têm: a escrita, e a não conseguirem porque algo lhes impede a passagem. Odeio-me sempre que não sei escrever. Não me quero odiar sempre.

9 comentários:

  1. Gosto sempre de ler o que escreves. Mesmo quando as palavras são escassas. Também eu tenho desses momentos; acho que todos temos. Mas o ódio é um sentimento demasiado forte...

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  2. Não te odeies, isso passa, como tudo na vida passa...

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  3. Isso daqui a nada passa xD
    não é mania, tenho mesmo kkk

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  4. TÃO MAS TÃO ISTO QUE ATÉ ME ARREPIOU. Desculpa, deu a sensação de que gritei mas wooooooooooooooooooow. MIL MILHÕES DE WOW para ti não chegariam.

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  5. Se há coisa que tu sabes é escrever! Mas todos nós, em algum momento, precisamos de uma "pausa". Acredita, a escrita não vai fugir de ti :)

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  6. oh, eu não :( em que sítio estavas linda?
    vais ver que isto não passa de uma fase, e que vais ultrapassar.

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  7. r: Sem dúvida. As perdas são difíceis de ultrapassar mas tornam as pessoas mais fortes e mais capazes.
    Quem sabe se um dia não olharemos para trás e sorriamos com tudo isto.

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  8. Eu sei. Consigo entender-te. Mas há dias em que não se pode forçar a escrita.
    Hoje, para mim, foi desses dias em que nada saía. Acordei mais cedo, faltei às aulas, passei a tarde a chás e de caneta na mão. Estava decidida a escrever umas boas páginas duma coisa que ando a magicar... Mas não fluiu nada que pudesse espremer ou talhar. Portanto, «há dias assim», já dizia a canção...

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  9. Há dias assim, dias em que as palavras não são como água que corre no leito de um rio mas sim como gotas que caem de uma torneira mal fechada. Mas a verdade é uma: a água não deixa de ser água e tu não deixas de ser tu, quer vás sempre em frente ou aos solavancos.

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