Deram as onze badaladas e eu esperava-te no sítio do costume. Não era habitual atrasares-te nem um segundo que fosse. Chegaste, estasiado, a correr. Deste-me um dos teus beijos salgados com sabor a mar e disseste-me que te ias embora. Perguntei-te se da cidade? Não, vou-me embora da tua vida, sussurraste tu. A minha soube-me a gritos que me perfuraram os tímpanos. Porquê agora? Depois de tudo? Tu mereces mais que sal e onze badaladas de amor. Já por isso te tinha a ti, pensei eu, eras muito mais do que isso. Entretanto caías-me nos braços. Morto. Morreste-me nos braços. E levaste-me contigo.
Sempre que alguém parte parte-nos também. Não é assim? E querida Lúcia, não sabes como me deixaste feliz com as tuas palavras. Vou cá ficar, se não for por mim, que seja por pessoas como tu que me aquecem a alma! Obrigada por isso!
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