15/12/2014

xv. tabagismo

A passividade com que te deixei ir foi a mesma com que deliberadamente respirei o mesmo fumo que tu apenas porque te sentia em mim. Não era o cheiro. Era o sabor. O fumo não sabia a fumo. O fumo sabia-me a ti e desde então nunca houve mais nenhum cigarro igual aos teus na minha vida. Todos os outros cigarros são banais porque apenas me matam. Os teus matavam-me de amor.

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