Recordo-me de ter os meus dez anos e ficar a olhar fixamente a minha imagem no espelho. Não pensava certamente no quanto a minha figura me desagradava. Perguntava-me: «Quem sou eu?», e depois de me questionar isso várias vezes, chegava a um «Porque é que eu sou eu?». Tudo isto causava uma enorme confusão naquilo que eram as minhas convicções, as convicções de uma miúda de dez anos. Hoje não sei ainda a resposta às questões, mas já me habituei a viver na incógnita. O que eu queria mesmo é realçar o facto de eu ter dez anos na altura. É um passado relativamente próximo, é verdade. Mas não deixam de ser reflexões que não deveriam passar pela minha cabeça tão inocente. Porém, é o que sou, é o que eu faço constantemente. Reflito, pondero, penso, questiono-me até à exaustão. É, é parte do que sou.
também já fiz essa pergunta a mim própria!
ResponderEliminarObrigada :')
ResponderEliminarAcho que é mesmo isso :)
ResponderEliminarr: isso também é verdade. as coisas nunca voltam a ser as mesmas na maioria das vezes. ou melhor, as pessoas.
ResponderEliminaróh, a sério que devias. posso não comentar sp mas adoro ler sp o que escreves, mesmo que pequenas coisas. e tu tornas em grandes coisas. acho que devias ir em frente e escrever um livro :)
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o que tu és? uma escritora linda e maravilhosa hihi
quem me dera voltar a ter 10 anos. Lindo como sempre.
ResponderEliminar"já me habituei a viver na incógnita." todos nós, doce lúcia, nos temos de habituar a viver assim, com a certeza de não poder ter certezas. a vida é assim, como dizes, uma incógnita em que todos nós vivemos a acreditar no que pode nunca acontecer. e olha, revi-me aqui, também eu tenho nos genes essa mania de intelectualizar tudo, faz-me lembrar Pessoa, como se todos os sentimentos, tudo o que as pessoas fazem, dizem, tivesse de ter uma explicação na minha cabeça. e isso desgasta-me, faz-me perder o fio à meada, faz-me mal. espero que a ti não doce lúcia. um beijinho
ResponderEliminar"Perguntava-me: «Quem sou eu?», e depois de me questionar isso várias vezes, chegava a um «Porque é que eu sou eu?». Tudo isto causava uma enorme confusão naquilo que eram as minhas convicções, as convicções de uma miúda de dez anos." é isto!!
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