22/01/2014

Reinventei-me com palavras

Eram 2:25 da madruga e veio-me uma súbita vontade de escrever. Vontade essa que aniquilou por completo o sono que eu sentia e que nem mil cafés conseguiam fazer desaparecer. A escrita comanda-me. E eu gosto. O mais estranho é que eu gosto. Nunca gostei de receber ordens, nunca quis ser o súbdito de alguém. Tenho um espírito livre que não quebra muitas regras, mas que não encontra prazeres em cumpri-las. Porém, a escrita comanda-me e eu autorizo. E gosto. Não escrevo por escrever, escrevo porque a escrita mo pede, mo ordena. As melhores histórias são as que pedem para ser contadas. As melhores histórias são as que merecem elas mesmas os louros e não o escritor, que no fundo não passou dum intermediário. Ou será que é mais do que isso? Terão as histórias uma razão para escolherem quem escolhem para as contar? 

9 comentários:

  1. Têm, têm mesmo. A cada vez que escrevo mais me apercebo disso!

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  2. "A escrita comanda-me." Gostei muito! Assim como gostei, do "espírito livre"

    :)

    Beijinhos e continua esta caminhada...

    Jessica *

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  3. «Porém, a escrita comanda-me e eu autorizo. E gosto.»

    Sou igual, com todo o orgulho. Todos nós temos capacidade de contar histórias e as histórias obrigam-nos a contá-las. Porque sem histórias a vida não faz sentido.

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  4. Terão sim! Concordo completamente com o que escreveste!

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  5. Obrigada pelas palavras doces. É verdade, a escrita comanda, a escrita é sentimento. É vida. Paixão sem igual capaz de nos manter insones no meio do sono.

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  6. Adorei e concordo com cada palavra. Não me importo que a escrita me comande :)

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