Perdoa-me se fiz de ti o meu ópio. Perdoa-me se me habituei a ti e à tua presença, Chez. A verdade é que eu me verei sempre como a tua Crezia. A tua doce Crezia. E tu não. Tu agora vês-me como a Lucrécia. Porque perdi eu a doçura, Chez? Porquê? A minha vontade é a de engolir este veneno que seguro na minha mão. Acabar com isto. O amor possuiu-me, meu amor. E eu amo-te demais, amo-te demais para viver sem ti. Talvez até me mate. Mas antes tinha que dizer que te amo desde o primeiro beijo.
Da sempre tua, Crezia
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