Ainda aqui estou. Não sei bem porquê. Se calhar até sei. Mas não quero saber. Não importa. Nada mais importa. Digo-me estranhamente apaixonada por ti, apenas porque sim, Chez. Eu não faço coisas porque sim. Tu sabes. Seres-me o que me és dói-me. Porque não o sou para ti. Já não me olhas da mesma maneira. A chama apagou-se. E eu encontro-me aqui. Não sei bem onde. Se calhar até sei. Mas não quero saber. Não importa. Nada mais importa. Sei que esperas que diga que só tu importas. Então eu vou dizer: só o que tinhas dentro daquela caixa azul importa. Nunca te vi chorar daquela maneira como quando a perdeste. Nem por mim. O que me leva a crer que até aquela caixa azul tem a sorte de ser mais amada por ti, do que eu. Só ela importa. Amar-te faz-me querer ser o raio da caixa azul, Chez. Amar-te enlouquece-me, Chez. Já não sei o que sou. Se calhar até sei. Mas não quero saber. Não importa. Nada mais importa. Só a caixa azul.
Da Lucrécia,
que um dia foi Crezia,
que um dia foi tua,
que um dia foi feliz.
o final esta fantástico!
ResponderEliminarAdorei, Lúcia! Adorei :)
ResponderEliminarEssa tua paixão de novo pela escrita!! É sempre um prazer ler-te minha querida
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